sábado, 29 de maio de 2010

5 cidades de Minas terão eleições extemporâneas neste domingo

Uma vergonha nacioal. Os quase 224 mil eleitores de cinco cidades de Minas Gerais, Ipatinga, Cuparaque, São João do Paraíso (foto), Almenara e Santa Juliana, retornam às urnas neste domingo (30) para a escolha de seus novos prefeitos e vice-prefeitos, por meio de eleições extemporâneas. As eleições ocorrem 19 meses após as eleições de 2008.

Em Ipatinga, nono maior colégio eleitoral de Minas, com cerca de 170 mil eleitores, a Polícia Federal irá garantir a segurança dos candidatos a prefeito. Também haverá a presença de aproximadamente 450 policiais militares. É muita polícia! Também, ô cidadezinha abençoada...

Em São João do Paraíso, aqui no Norte de Minas, quase fronteira com a Bahia, também foi solicitado pelo juiz da 237ª Zona Eleitoral de Rio Pardo de Minas (à qual pertence aquele município), um contingente policial para evitar eventuais abusos eleitorais no dia da eleição. Cerca de 30 policiais militares farão a segurança.

De acordo com o TER-MG, no total, 2.860 mesários deverão trabalhar nos cinco municípios. Serão utilizadas 841 urnas eletrônicas (incluindo as reservas) nas 705 seções dos 137 locais de votação.

A votação nas cinco cidades começa às 8h e termina às 17h, o mesmo horário das eleições oficiais. Em Almenara, 27.612 eleitores estão aptos para irem às urnas; em Cuparaque, 3.586, em Ipatinga, 169.753, em Santa Juliana, 6.776, e em São João do Paraíso, 16.199.

Morre, aos 61, saxofonista montesclarense, José Eymard

Pedro Vilela/O Tempo
Um susto quando peguei meu jornal O Tempo na manhã deste sábado na varanda da minha casa. Ao abrir o jornal deparei-me com a triste notícia de que um montesclarense havia morrido. O saxofonista José Eymard, natural de Montes Claros, morreu nesta sexta-feira, no hospital Life Center, em Belo Horizonte. Há 15 dias, o músico havia sofrido um aneurisma na aorta e, desde então, permanecia internado.

Eymard havia completado 61 anos na última segunda-feira, tendo se dedicado à música por mais de quatro décadas. Recentemente, havia relançado o CD "Um Saxofone Bem Brasileiro", no qual reuniu canções de artistas da MPB, como Djavan e Caetano Veloso.

Aos 14 anos,começou a tocar saxofone profissionalmente, em Januária, cidade na região. Além do sax, José Eymard também tocou violão clássico. Nos anos 80, formou uma dupla com o irmão Celso Moreira.

Em 2004, o músico lançou seu primeiro trabalho-solo “Um saxofone bem brasileiro”, CD com músicas mineiras e nacionais, interpretadas por ele. Em 2007, em duo com Waldir Silva, lançou o CD “Clássicos em ritmo de bolero”.

Eymard era casado e pai de dois filhos. Seu corpo foi enterrado neste sábado às 9 h, no Cemitério Parque da Colina.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Repasse de R$ 3,5 mi pode desafogar hospitais

Fábio Marçal

Convênio assinado nesta sexta-feira (28) entre a Prefeitura de Montes Claros e o Governo do Estado estabeleceu repasse de R$ 3,5 milhões às instituições hospitalares do município.

Na verdade, um paliativo, se considerarmos a imensa população que é dependente dos serviços na área da saúde, uma vez que o atendimento não se resume apenas a Montes Claros, mas norte de Minas e sul da Bahia. Basta observar, diariamente, dezenas de microônibus brancos estacionados ao lado da Santa Casa.

O repasse será destinado para atendimento nos setores de urgência e emergência dos hospitais Santa Casa, que receberá R$ 1.260, Aroldo Tourinho, que ganhará R$ 1.120 e a Fundação Dílson Godinho (São Lucas), que terá R$ 1.120.

O convênio foi assinado pelo prefeito Luiz Tadeu Leite e o secretário adjunto, Wagner Eduardo Ferreira, representando o Governo do Estado. Leite afirmou que, enquanto o município investe mais de 25% do orçamento na saúde, os governos estadual e federal investem valores menores.

“Os recursos darão novo impulso às ações em Montes Claros”, é o que promete o secretário de saúde José Geraldo de Freitas Drumond, que destacou a importância de novas gestões para que as reivindicações populares sejam atendidas. É verdade! A saúde não espera, muito menos o povo na fila dos hospitais.