quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Texto sobre aborto repercute


Olá, amigos e amigas. Faço questão de que esse espaço seja, mesmo, democrático. Publico nesta geringonça um comentário do nosso amigo Hugo.


Olá Andrey. Todo bom?

Primeiramente gostaria de dizer que adorei os dizeres "Aqui o espaço é democrático" colocado na janela dos comentários (ao contrário do mural do montesclaros.com. Quem nunca foi censurado lá que amarre a primeira mordaça).

Mas eu escrevo mesmo é para parabenizá-lo pelo artigo. Confesso que me surpreendi com sua posição política nessa campanha (um "preconceiotozinho" com jornalistas independentes, normalmente esquerdistas). Sempre achei absurdo o cinismo dessa senhora Dilma em mudar de discurso de forma tão ambígua (a favor da vida de quem? do feto ou da mãe? Da mãe contra o feto?) de modo a poder se justificar no futuro caso venha a tomar alguma medida a favor do aborto. Aí ela poderá dizer que foi mal entendida quando induziu milhões de pessoas a pensar que era contra o aborto. Além disso, também sempre vi nesse discurso do "problema de saúde pública" um atestado de incompetência quanto à políticas de planejamento familiar deste Governo.

Sem falar que um aborto é um procedimento caro, que o SUS não deveria ficar custeando para pessoas irresponsáveis (a Constituição Federal fala em paternidade responsável - o que inclui a maternidade, obviamente). Por fim, será que o dia que liberarem o aborto eles não saltarão dos (alegados) 1 milhão e 400 mil para 5, 6 milhões, retirando ainda mais dinheiro do SUS (dinheiro que deveria estar sendo investido em ações mais nobres)? Um abraço.

Hugo

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sou contra o aborto

Sou contra o aborto por uma séria de coisas, antes de ser cristão. Sou cristão, evangélico e não nego. Mas o engraçado é que, quando um religioso fala sobre determinados temas polêmicos, a maioria diz que a argumentação é só questão de religião e fecha o assunto. O problema é que o que falamos não interessa, morre a conversa e joga-se fora a discussão.

No eixo científico teológico, como bem explica o pastor e líder da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro, Silas Malafaia, quem define a vida na ciência é a biologia, sendo assim, a vida começa na concepção contínua intra ou extra uterina até a morte.

A teologia cristã não está contra a ciência. Ninguém entende mais do homem que Deus. Segundo Malafaia, partindo deste eixo, se a vida começa na concepção, significa que matar um feto é tirar uma vida.

E um fato tão maravilhoso com a vida não pode atender a interesses sociológicos, econômicos e muito menos políticos, segundo ele. Na gestação, o agente passivo é a mãe, o ativo é o feto. Ele é quem coordena as ações da mãe. Se ele quiser sair a qualquer hora da placenta, não é a mãe quem vai determinar isso. Biologicamente, o feto não é considerado prolongamento do corpo da mulher. Daqui podemos tirar várias conclusões.

REALIDADE

Segundo o Ministério da Saúde, em cinco anos, cerca de 1 milhão e 400 mil abortos foram realizados no Brasil. 14 mil mulheres morrem por conta desses abortos. 3 em cada 10 mulheres grávidas já fizeram aborto. É certo que o aborto é fruto da promiscuidade humana. E não me venham com argumentações sobre o estupro para comover socialmente a população.

MTV

Gostaria muito de comentar aquele lixo de programa dirigido pelo cantor Lobão, na MTV, o Debate MTV. Nunca tinha assistido ao programa e, pelo que vi e ouvi hoje, acabei perdendo meu tempo. Aliás, quem perdeu uma grande chance de argumentar e mostrar a população porque pensam de tal forma ou de outra sobre um tema tão polêmico e ao mesmo tempo de extrema importância para a sociedade.

Os participantes, de um lado feministas, médicos e representantes de movimentos sócias, de outro representantes das igrejas católicas e evangélicas, deixaram o telespectador ainda mais perdido com tamanho amadorismo.

Além do mais, quando não se tem um jornalista sério para mediar um debate, dá no que dá. Uma merda! Que amadorismo. Pessoas sem educação, sobrepondo falas, sem nenhum tipo de regras. Também, com o Lobão mediando, exigir um programa sério, sem palavras de baixo calão, seria pedir de mais, né.

Felizmente, existem inúmeros programas e vozes sérias e comprometidas para dar mais sensatez numa discussão sobre um assunto onde, geralmente, a grande mídia só ouve um lado. Imparcialidade não existe. Precisamos abrir os olhos e ver que ainda existem respostas sensatas para situações as quais a sociedade insiste em oferecer apenas soluções minimalistas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, onde o aborto é legalizado, as mulheres que já fizeram são 9 vezes propensas a suicídio, depressão, numa segunda gravidez, 10 vezes mais propensas a perder a criança no terceiro mês. Todas que fizeram carregam consigo a dor da culpa. Livra-se de um “problema”, mas cria-se uma doença.

Dos 42 milhões de abortos realizados no mundo, metade são ilegais feitos em condições precárias. Faço a seguinte pergunta, então. Por que não ensinar nas escolas os problemas causados por uma gravidez indesejada? Por que atacar apenas o resultado e não investir na preventiva? Sabe porque, por que o ensino nas escolas está precário, o governo não está nem aí para a educação e os professores ganham um salário ridículo.

Exemplos claros da burrice política é a praticada pelo atual governo, que quer nos empurrar para o continuísmo de Dilma Roussef, que, diga-se de passagem, incluiu no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) a descriminalização do aborto. Ao perder votos no primeiro turno, veio a público dizer que era contra o aborto. Ninguém é besta. E mais. Não estou dizendo que temos que votar no Serra por causa disso, mas estar atentos ao posicionamento dos nossos representantes a questões polêmicas e que nos envolve.

Infelizmente, em vez de prevenir corretamente os jovens brasileiros, o governo incentiva a prática do sexo distribuindo camisinhas de graça nas escolas. Leia esta matéria na Folhaonline. Contra a ignorância, a falta de conhecimento e zelo dos políticos, isso é meio difícil de negociar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

FOGO AMIGO NA IMPRENSA


Resposta a Pedro Ricardo e aos demais de mesma opinião


Prezado Pedro, perplexo fiquei eu ao receber seu e-mail. Aliás, há muito tempo não me incomodo com o que dizem por aí. Importo, sim, com o “meu” trabalho, com os “meus” projetos e com a “minha” família.

1) Quanto aos e-mails que circulam pela internet sobre o ex-prefeito Athos Avelino, o seu candidato, e que você imputa a autoria deles a mim - aliás, situação que cabe uma ação judicial contra a sua pessoa, já que se trata de uma calúnia, como jornalista, você deveria saber que uma afirmação falsa e desonrosa a respeito de alguém é crime, a não ser que confirme com provas que a autoria dos e-mails seja da minha conta de e-mail.

2) Como você ficou fora da imprensa por algum tempo, recomendo que você volte a atualizar suas fontes. As atuais estão pisando na bola com você. Só lhe passam informação inverídica. Caso não saiba, vou deixar claro, não pertenço a nenhum grupo político, não dependo de políticos para manter meu emprego - me gabo e abro o peito para afirmar isso - e não tenho o rabo preso com ninguém. Falo o que quero, quando quero. Liberdade de expressão, esqueceu?

Preste atenção! Se colocaram o ex-prefeito numa situação de “desvio ou utilização indevida de dinheiro” investiguem, denunciem à Polícia Federal, à Justiça Eleitoral. Não ameace, não faça golpe baixo. É feio, chato. Creio também ser bastante intrigante para você e os de mesma opinião, o fato de eu não pertencer a nenhum grupo político e não fazer parte de jogatinas políticas. Isso não impede que eu critique e tenha opiniões formadas e preferências políticas. Agora, creditar a mim a circulação de e-mails beira ao ridículo, não acha?

Identificar quem colocou ou não o ex-prefeito em situação complicada na internet, perante o eleitorado, é tarefa de vocês, que trabalham para ele. #Dica: Contratem uma pesquisa, denunciem à PF ou tentem controlar a internet, este último meio acredito ser o mais fácil.

Quanto à minha índole, posso listar várias qualidades. Pergunte a todos que me conhece e você verá. Não precisa tentar acreditar que não fui eu quem enviou os e-mails que você diz ter sido eu. Não ligo para o que pensam ou deixam de pensar. Continuo sendo o profissional sério, comprometido com o trabalho e com a minha família. Desculpe-me, mas serei desobediente. Não vou seguir sua “recomendação”.

Não vou tomar nenhuma providência a respeito dos e-mails que circulam por aí contra a vontade de uns e outros. Não são de minha autoria. Se descobrir, me fala, tá?

Digo o seguinte para você. Projeto o meu futuro. Sei onde dou cada passo e estou pouco me lixando se estão dizendo que estou numa situação complicada ou não. Não devo nada a ninguém. Devo tudo a Deus! Avalie minha ficha. Nunca estive numa posição tão confortável como agora. Estou até mais confiante. Não intimide colegas. Isso é feio e pode gerar processo.