segunda-feira, 16 de março de 2009

Galvão fora da Globo?

A Globo passou os últimos meses procurando, em sigilo, um locutor esportivo de primeira linha, que se transforme um dia numa espécie de "sucessor" de Galvão Bueno, de acordo com a coluna Ooops!, do UOL.

A Globo estaria atrás de um novo nome, que não seja conhecido nem no rádio. Segundo a coluna, essa "caça" não significa que Galvão, 59, vá se aposentar em breve.
Ele só deve pensar em parar após a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, quando terá 64 anos. Mas o ponto é que a Globo pensa tudo de forma tão estratégica e antecipada, que já procura o "novo Galvão".

No ano passado, a emissora chegou a fazer uma oficina de locutores esportivos. Vários nomes foram chamados, fizeram exercícios e testes, mas ninguém foi aprovado. A preocupação então cresceu.

Na "hierarquia" de locutores, a Globo tem Cléber Machado e Luiz Roberto. Cléber também acaba de renovar contrato, após sofrer assédio pesado da Record. Ainda assim é muito pouco para a emissora, que ainda detém o monopólio das transmissões da maioria dos esportes nacionais.

(da Folha Online)

quinta-feira, 12 de março de 2009

2010: Palanque pode ser decidido em Montes Claros

Bancada do Norte de Minas vai lançar

Aécio candidato a presidente em reunião da Sudene; Serra mantém dianteira nas intenções de voto


Depois de ser golpeado politicamente algumas vezes pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), reage. Aécio promete dar o troco com uma manobra política que pode leva-lo ao Planalto, em 2010.


Andrey Librelon/Revista Tempo


Uma das primeiras iniciativas do governante mineiro, depois de ser “traído” por Geraldo Alckmim, que assumiu a pasta de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, deputados estaduais de Minas Gerais de vários partidos (DEM, PP, PDT e PTB) e o prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite (PMDB), fizeram valer a força do Norte de Minas.


Eles estiveram nesta quarta-feira (12) no Palácio da Liberdade para comunicar ao governador Aécio que no próximo dia 6 de abril ele terá seu nome lançado como candidato a presidente da República, quando acontece também a reunião dos governadores de Estados atendidos pela Sudene. A reunião acontece em Montes Claros.


Além dos governadores do Nordeste, de Minas Gerais e do Espírito Santo (Estados também atendidos pela Sudene), deverão estar presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários ministros, incluindo Dilma Rousseff (Casa Civil), potencial candidata à Presidência da República pelo PT, que também deverá lançar, sutilmente, seu nome à presidência.

De acordo com a Agência Folha, ao ser comunicado da intenção dos políticos, em audiência formal para tratar assuntos relacionados à Sudene, Aécio não se opôs, segundo disse o prefeito Tadeu Leite (PMDB) e o deputado Arlen Santiago (PTB).


Foto (Wellington Pedro/AgMinas)


Deputados norte-mineiros fazem coro à candidatura de Aécio


De acordo com eles, Aécio apenas sorriu. "Com o apoio dele ou sem o apoio dele vamos fazer", disse o petebista Santiago. O principal problema que os políticos podem enfrentar é ofuscar e causar constrangimentos a Lula e à ministra, que devem inaugurar a unidade da Petrobras em Montes Claros.


"Temos quase um mês para pensar sobre isso", disse o prefeito. A ideia é que alguém aproveite um discurso. Além da reunião da Sudene, Lula deverá participar de outro evento na cidade.


Presente ao encontro com Aécio, o deputado Paulo Guedes (PT) que apóia o governo de Minas, informou que, se isso ocorrer diante de Lula e Dilma, algum colega petista também poderá lançar a ministra candidata.


"Nós não vamos constranger o presidente de maneira nenhuma", garantiram os políticos. Segundo ele, fazem parte dessa ação prefeitos, vereadores, deputados e outras lideranças com ou sem vínculo partidário no Norte de Minas.


Segundo noticiou a Agência Folha, a assessoria do governador, até o início da noite Aécio estava em audiências e, por isso, não pôde comentar a intenção dos políticos, que foi considerada louvável por alguns especialistas 0da região.


Aécio --que disputa com o governador José Serra (SP) a indicação do PSDB para concorrer à Presidência-- voltou a defender à tarde que o partido mobilize suas bases e "não se acomode desde já" por achar que, estando na frente das pesquisas, terá vantagem definitiva em 2010. Serra lidera as pesquisas de intenção de votos.


(Com informações da Agência Folha, em Belo Horizonte)


quinta-feira, 5 de março de 2009

Cada macaco no seu galho

Você já ouviu a respeito de algum analfabeto que abriu algum consultório médico por conta própria, sem necessitar de formação acadêmica ou experiência técnica? Na pior das hipóteses, não seria preciso ter sacerdócio, dom, dedicação, para atender “seus” pacientes? Pois, é.

Não é só em Montes Claros que ocorre (já vi em outras cidades do Norte de Minas, principal região do estado em que não há uma fiscalização rigorosa), mas é quase comum se deparar com um “jornal” ou “revista” circulando por aí, sem qualquer novidade que mova ou provoque o leitor a pensar. Pode soar meio demagógico, mas só “servem” para atrapalhar quem desenvolve um bom trabalho jornalístico e tem cacife para tal função.

Pomposos, bem diagramados (nem todos), com textos medíocres (CtrlC Ctrl V), um desserviço à gramática e à ortografia. Sem falar nas fotos idiotas, sem nenhuma apuração técnica do fotógrafo. Ainda tem as legendas. Pouco criativas e sem nenhuma informação adicional, como recomendam os rituais e manuais do jornalismo da grande imprensa.

Macetes que não se aprendem copiando indiscriminadamente o que se vê pela frente, mas, sim, ouvindo o sofrimento das pessoas, de uma leitura crítica, da semiótica.

Esses caras vão ficar, aí, impunes. Será que fiz juízo de valor? Com certeza, não. O problema é que não há fiscalização, tanto de nós, jornalistas, quanto dos órgãos competentes.

Qualquer mané pode, a qualquer hora ou lugar, montar um “jornal”, ser JORNALISTA ou estar JORNALISTA. Ridículo. Nesses ditos “jornais”, você se depara com um expediente também medíocre. Às vezes, o “jornalista (ir)responsável não aparece nem para assinar as matérias. Quando há um profissional do jornalismo, o cara é, simplesmente, o dono, o editor, o diagramador, o telefonista, a secretária... O diabo a quatro.

A categoria, principalmente os formados, deve intensificar a mobilização e iniciativas de combate às formas de precarização e das relações de trabalho, como preconiza a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Defendamos nossa dignidade!
Melhor para profissão, melhor para o JORNALISMO. Melhor para NÓS