quarta-feira, 28 de julho de 2010

Peça da ATCMC deixa mototaxistas com a pulga atrás da orelha

ATCMC - Vá Seguro. Vá de Ônibus - VT Apressado from Composit Filmes on Vimeo.

De todas as campanhas publicitárias que já vi e critiquei em Montes Claros, essa foi, até agora, a que mais me chamou a atenção. Bem feita, simples, porém rica em detalhes, objetiva e bastante provocativa.

Quem criou conseguiu seu objetivo: não só alertar sobre os riscos de quem depende de uma motocicleta para trabalhar, mas despertar a ira de quem utiliza o veículo como meio de sustento. Isso é fato. Basta ir à Praça Dr. Carlos e ouvir por dois minutos o depoimento de um mototaxista.

O interessante é que o discurso da peça não se restringe apenas à TV, mas, de forma pretensiosa, se espalha pela cidade em pontos estratégicos e visíveis. Não tem como escapar da mensagem. Colou!

Pessoas hospitalizadas, motos enroscadas. Cenas fortes, porém reais do caótico trânsito montesclarense.

Mensagem pesada, mas serve de alerta. E o que é melhor, demonstrou que é possível fugir dos estereótipos da publicidade na cidade. Parabéns, Composit.

E vocês, o que acharam?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Gotas de Informações

Tenho andado meio em falta com vocês. Blog parado, sem novidades. Pois, bem. Vão algunas percepções dos últimos dias.

Telejornalismo
A poucos dias voltei ao Telejornalismo. Fui convidado para integrar a equipe de Jornalismo do Canal 20, da Master Cabo. Uma experiência que jamais vou esquecer. Gente bacana, profissional e bastante criativa. Sem falar no senso de humor.

Dilma em Montes Claros
A candidata do PT à presidência, Dilma Roussef cumpriu agenda política nesta terça-feira em Montes Claros. Alguns jornalistas ficaram à mercê da assessoria, que blindou a candidata. A Rádio Terra fez história. Entrevistou a petista por uma hora. A articulação teve o dedo do prefeito Luiz Tadeu Leite, dono da emissora? Prefiro dar crédito ao jornalismo do veículo.

EleitorNauta
A maioria dos candidatos, não só de Montes Claros e região, parece que ainda não se adaptou bem à ferramenta, muito bem utilizada pelo atual presidente dos EUA, Barack Obama, hoje com mais de 4 milhões de seguidores por todo o planeta. Um canal que, à princípio, serve para interagir, está se transformando em "cemitério de nada". Vale à pena acompanhar algumas casos. Geralmente, os candidatos informam onde foram, o que vão fazer, quem cumprimetou... E tal. Coisas desse tipo. Nada de novidade. Nem fotos os candidatos postam no Twitter. O eleitor de hoje quer ir mais fundo no relacionamento com o seu candidato. A internet é peça fundamental nesse jogo. Ainda que leve tempo, é preciso perder horas com o "eleitornauta", que sabe muito mais coisa que os próprios assessores.

Por falar em Twitter...
Em uma das questões sobre jornalismo e assessoria de imprensa no concurso da prefeitura de Montes Claros, no último sábado, muita gente vacilou. Erraram o número de palavras que podem ser escritas no Twitter. 140.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

JB migra 100% para a internet. Será o fim do jornalismo impresso?


A direção do Jornal do Brasil, veículo com quase 120 anos de história, decretou nesta quarta-feira que encerrará suas atividades no meio impresso. Migrará todo o seu conteúdo offline para online. O enterro do JB está marcado para o dia 1º de setembro.

Será mesmo o início do fim dos jornais impressos, tema que vez vários críticos do jornalismo adiavam sua discussão? O tema vale ser discutido, com certeza o será, no programa Observatório da Imprensa, dirigido por um de seus idealizadores, Alberto Dines, que foi editor-chefe por 12 anos.

A divulgação foi feita pela própria direção do jornal, que anunciou em forma de anúncio em duas páginas que perdeu milhares de assinantes nos últimos anos como consequência das contínuas mudanças na redação e de seus graves problemas financeiros.

Fundado em 1891, o jornal chegou a alcançar uma tiragem de 150 mil exemplares diários em seus melhores tempos, mas ultimamente sua circulação caiu para 21 mil. "O 'Jornal do Brasil', coerente com sua tradição de pioneirismo e modernidade, se coloca mais uma vez à frente de seu tempo. A partir de 1º de setembro de 2010 o 'JB' passa a ser o primeiro jornal 100% digital", traz o anúncio divulgado na versão impressa.

O diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, lamentou a notícia e disse que foi um "equívoco empresarial".

Verdade ou não, o bacana dessa triste história foi que a direção, antes de tomar a decisão, consultou os leitores, que aprovaram a medida. Agora, eles terão que pagar apenas R$ 9,90 mensais para ter acesso à edição na internet. Valor interessante e acessível. Mas quem vai querer pagar, com tantos meios de informação que "voam" por aí como "núvens" sem preço, de graça?

Questionamentos como esse só os internaturas poderão responder. Eu, por exemplo, dificilmente, pagaria para ler ou ter acesso a uma notícia, a não ser que ela fosse exclusiva ou muito especial. Sei, lá. Acredito que nem assim.

É bem verdade que o JB não tomou a decisão dando tiro no escuro. O papel encareceu, tinta hoje vale ouro... E se há poucos leitores, certamente não haverá anunciantes, já que dependem dos leitores para vender seus produtos.

É bem verdade também que as opções da internet para empresas anunciarem cresceram de forma assustadora. Então, não há o que temer. O JB vai continuar lucrando, talvez não mesma proporção, mas poderá usar uma ferramenta que milhares de sites pelo mundo não têm: credibilidade.

A pergunta que fica é a seguinte: Se um jornal com a história do JB, que já teve ilustres jornalistas em sua redação, que fez coberturas espetaculares, se entregou literalmente ao meio digital, qual será o fim dos jornais do interior?

(Com informações do Terra)