
Verdadeiro gol de placa
Parafraseando o maluco Jorge Ben logo no título dessa postagem, o gol do Nilmar do Internacional marcado contra o Corinthians no último final de semana tem que ficar para a história. Ele deixou um, dois, três... fez fila, como desenhou o narrador de uma rádio esportiva gaúcha.
Driblou oito jogadores. Ele não marcou três gols, não pediu música no Fantástico, mas foi o centro das atenções em todos os canais esportivos (abertos e fechados).
Sua obra de arte foi exaustivamente comentada pela mídia. Virou notícia. Mano Menezes, técnico do Timão, que revelou o até então obscuro jovem craque, reconheceu a maestria do jogador. Isso é respeito.
É claro que qualquer comparação “a essa altura do campeonato” seria suicídio. Suicídio também seria não reconhecer a plástica do gol. Merece placa no Pacaembu. Merece ser reconhecido. Merece seleção.
Em tempo – Neste texto também cabe lembrar que metade do time Celeste merece seleção. Perdemos o raçudo Maldonado, mas ganhamos um gladiador como atacante (Kleber), um guerreiro como volante (Fabrício), um novo estilo de se jogar futebol (Ramires), um jogador explosivo (Wagner), um goleiro eficiente (Fábio) e um experiente meio/volante (Marquinhos Paraná). Só precisamos treinar a zaga. Bolas altas ainda representam perigo para a defesa Azul.
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