sábado, 29 de maio de 2010

Morre, aos 61, saxofonista montesclarense, José Eymard

Pedro Vilela/O Tempo
Um susto quando peguei meu jornal O Tempo na manhã deste sábado na varanda da minha casa. Ao abrir o jornal deparei-me com a triste notícia de que um montesclarense havia morrido. O saxofonista José Eymard, natural de Montes Claros, morreu nesta sexta-feira, no hospital Life Center, em Belo Horizonte. Há 15 dias, o músico havia sofrido um aneurisma na aorta e, desde então, permanecia internado.

Eymard havia completado 61 anos na última segunda-feira, tendo se dedicado à música por mais de quatro décadas. Recentemente, havia relançado o CD "Um Saxofone Bem Brasileiro", no qual reuniu canções de artistas da MPB, como Djavan e Caetano Veloso.

Aos 14 anos,começou a tocar saxofone profissionalmente, em Januária, cidade na região. Além do sax, José Eymard também tocou violão clássico. Nos anos 80, formou uma dupla com o irmão Celso Moreira.

Em 2004, o músico lançou seu primeiro trabalho-solo “Um saxofone bem brasileiro”, CD com músicas mineiras e nacionais, interpretadas por ele. Em 2007, em duo com Waldir Silva, lançou o CD “Clássicos em ritmo de bolero”.

Eymard era casado e pai de dois filhos. Seu corpo foi enterrado neste sábado às 9 h, no Cemitério Parque da Colina.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Repasse de R$ 3,5 mi pode desafogar hospitais

Fábio Marçal

Convênio assinado nesta sexta-feira (28) entre a Prefeitura de Montes Claros e o Governo do Estado estabeleceu repasse de R$ 3,5 milhões às instituições hospitalares do município.

Na verdade, um paliativo, se considerarmos a imensa população que é dependente dos serviços na área da saúde, uma vez que o atendimento não se resume apenas a Montes Claros, mas norte de Minas e sul da Bahia. Basta observar, diariamente, dezenas de microônibus brancos estacionados ao lado da Santa Casa.

O repasse será destinado para atendimento nos setores de urgência e emergência dos hospitais Santa Casa, que receberá R$ 1.260, Aroldo Tourinho, que ganhará R$ 1.120 e a Fundação Dílson Godinho (São Lucas), que terá R$ 1.120.

O convênio foi assinado pelo prefeito Luiz Tadeu Leite e o secretário adjunto, Wagner Eduardo Ferreira, representando o Governo do Estado. Leite afirmou que, enquanto o município investe mais de 25% do orçamento na saúde, os governos estadual e federal investem valores menores.

“Os recursos darão novo impulso às ações em Montes Claros”, é o que promete o secretário de saúde José Geraldo de Freitas Drumond, que destacou a importância de novas gestões para que as reivindicações populares sejam atendidas. É verdade! A saúde não espera, muito menos o povo na fila dos hospitais.

Jornalistas do Mato Grosso conseguem piso salarial após 15 anos

Após 15 anos de luta, os jornalistas de Mato Grosso conquistaram um piso salarial para a categoria. O acordo foi firmando entre o Sindicato dos Jornalistas (Sindjor-MT) e os principais veículos do estado: TV Cidade, Grupo Folha do Estado, Grupo Diário de Cuiabá e Grupo Gazeta de Comunicação.

Apesar da conquista, o valor de R$ 1.380 é considerado baixo pelo sindicato. "O valor está muito aquém do que a gente queria", avalia a Secretária-Geral do Sindjor, Márcia Raquel de Oliveira.

Por outro lado, Márcia comemorou o acordo e ressaltou que o piso será o mesmo na capital, Cuiabá, e no interior do estado.

"As empresas queriam um piso menor para quem trabalha no interior. Mas quem é jornalista faz o mesmo trabalho, independente de ser de Cuiabá ou não", diz.

O acordo também definiu que a partir do segundo ano de contrato, os profissionais terão um reajuste de 5,4% (INPC) e mais 1% para cada ano de trabalho.

Montes Claros

E em Montes Claros? Quando os jornalistas terão um piso salarial digno? Na verdade, a pergunta é: há mobilização pra isso? Vejam a situação dos professores. Os caras peitam o governo do estado, fazem greve e não temem por isso. Os camaradas são unidos.

A dica para os formados é: estudem para concursos, se não tem veia pra coisa, na pior das hipóteses, tentem outra carreira ou montem o próprio negócio. É a melhor maneira de se dar bem. Muitos colegas já vislubram bons salários com suas ideias. Se for pra depender de mobilização, por aqui, vamos esperar 500 anos e não 15 como os mato-grossenses.

Com informações do C-se